domingo, 25 de novembro de 2012

 
   VIOLENTAMENTE PACÍFICO: VÍDEO PARA PENSAR

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


        A exibição do filme  JARDIM DAS FOLHAS SAGRADAS é uma ação desenvolvida no projeto AFRICA: DA RODA DO TAMBOR PARA A RODA DO MUNDO, elaborado pelos professores da área  de Ciências Humanas, da Escola Profª  Altair da Costa Lima.  Viabilizada pela direção e  coordenação com o objetivo de estimular a participação dos alunos do Ensino Fundamental II desta Unidade de Ensino, em atividades culturais em que a organização, a habilidade, a competência e inteligência se integrem ao espírito estudantil; congregando a todos independentes de ideologias políticas, religiosas, raciais ou sociais o cumprimento do evento   desenvolvendo atividades variadas.
Visa também instrumentalizar educadores para uma real implementação da lei 11.645/08,  importante conquista dos movimentos étnicos afro-indígenas a contemplar a pluralidade cultural brasileira.
DIA: 25/10/2012LOCAL: ESCOLA PROFª ALTAIR DA COSTA LIMA
Horário: 13h30
Duração: 90 minutos (1 hora e 30 minutos)
Gênero:  Drama
Direção:  Pola Ribeiro
Palestra com Antonio Godi
(Ator e antropólogo - Prof.UEFS-DCHF-NUC)

domingo, 6 de maio de 2012

MOÇÃO DE APOIO


MOÇÃO DE APOIO
OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE DIAS D’ÁVILA MANIFESTAM APOIO AO COLEGA GEORGE OLIVEIRA, PROFESSOR LOTADO NA ESCOLA ALTAIR DA COSTA LIMA. DECLARAM-SE SOLIDÁRIOS AO REFERIDO PROFISSIONAL, QUE NO ATO DE SUAS FUNÇÕES FOI PROVOCADO A AGIR DISCIPLINARMENTE, REAGINDO A ALGUMA AÇÃO ANTERIOR DE UM ESTUDANTE EM SALA DE AULA; FATO PARCIALMENTE REGISTRADO PELA CÂMERA DE CELULAR DE OUTRO ESTUDANTE DA MESMA TURMA. VALE RESSALTAR QUE O REGISTRO FOI FRAGMENTADO, NÃO REVELANDO IMAGENS OU FALAS ANTERIORES, OU MESMO POSTERIOR, AO MOMENTO TIDO COMO “SUPOSTA AGRESSÃO”. TODO REGISTRO (GRAVAÇÃO) DESSE INSTANTE APENAS REVELA UMA REAÇÃO EMOCIONAL, SEM INTENÇÃO DE AGRESSIVIDADE. É BOM LEMBRAR A PROIBIÇÃO DO USO DO CELULAR EM SALA DE AULA; DESSA FORMA, QUALQUER UTILIZAÇÃO DESSE EQUIPAMENTO PODE SER CONSIDERADA UM DESRESPEITO AS NORMAS DA ESCOLA. ASSIM, A EXPOSIÇÃO RECORTADA DO FATO OCORRIDO DEIXA CLARA A CONDIÇÃO VIVENCIADA PELO COLEGA GEORGE: REFÉM, VÍTIMA DAS AÇÕES DE “ESTUDANTES IMATUROS”, QUE AGEM DESCUMPRINDO REGRAS E NORMAS PREESTABELECIDAS.
NUM TEXTO INTITULADO “PROFISSÃO REFÉM”, ESCRITO PELO PROFESSOR LIONARDO BISPO NO AFÃ DOS ACONTECIMENTOS, LÊ-SE: “PROFESSORES E PROFESSORAS ESTÃO REFÉNS, ACUADOS, QUASE IMOBILIZADOS DIANTE DOS COMPORTAMENTOS INDESEJADOS DE ESTUDANTES, CUJAS CONDUTAS TRAZEM TRANSTORNOS AO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM. ALGUNS DESSES ESTUDANTES QUE, INFELIZMENTE, INSISTEM EM UTILIZAR CELULARES E SIMILARES EM SALA DE AULA, GRAVANDO CONVERSAS OU IMAGENS QUE LHES INTERESSAM, CONSEGUEM DESESTRUTURAR A CONCENTRAÇÃO NECESSÁRIA DOS OUTROS COLEGAS E DESESTABILIZAR A PLANEJADA ATENÇÃO DOS DOCENTES PARA O ESPECÍFICO FAZER E ACONTECER DA AULA; ALÉM DE GRAVAÇÕES, ESSES ESTUDANTES USAM SEUS EQUIPAMENTOS PARA OUVIR MÚSICA, ÀS VEZES, SEM OS FONES DE OUVIDO, E, AINDA, PARA MANDAR MENSAGENS OU MESMO BRINCAR COM JOGOS E FAZER LIGAÇÕES, DESRESPEITANDO TOTALMENTE OS PROFISSIONAIS E AS NORMAS INTERNAS DA ESCOLA. TAMBÉM SÃO EVIDENTES AS BRINCADEIRAS PROVOCATIVAS E DESRESPEITOSAS DE ALGUNS ESTUDANTES, OCASIONANDO POSSÍVEIS CONFLITOS ENTRE ELES PRÓPRIOS E, CONSEQUENTEMENTE, COM AQUELE OU AQUELA PROFISSIONAL QUE ESTEJA NA SALA DE AULA. ISSO TUDO ACONTECE NUM LUGAR ONDE SE ESPERA A ACOMODAÇÃO DE PESSOAS PARA UM BEM MAIOR: A EDUCAÇÃO.”
POR TUDO ISSO, OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE DIAS D’ÁVILA REFORÇAM TOTAL APOIO E INTEGRAL SOLIDARIEDADE AO COLEGA GEORGE OLIVEIRA, PAI DE FAMÍLIA HONESTO, ÉTICO E HONRADO. ASSIM SENDO, TODO PROFESSOR E PROFESSORA ACREDITAM NUMA SOLUÇÃO JUSTA E IMEDIATA, QUE SEJA DIGNA AO PROFISSIONAL EDUCADOR, PRESERVANDO SUA IMAGEM MORAL E PESSOAL.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PROFISSÃO REFÉM

PROFESSORES E PROFESSORAS ESTÃO REFÉNS, ACUADOS, QUASE IMOBILIZADOS DIANTE DOS COMPORTAMENTOS INDESEJADOS DE ESTUDANTES, CUJAS CONDUTAS TRAZEM TRANSTORNOS AO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM. ALGUNS DESSES ESTUDANTES QUE, INFELIZMENTE, INSISTEM EM UTILIZAR CELULARES E SIMILARES EM SALA DE AULA, GRAVANDO CONVERSAS OU IMAGENS QUE LHES INTERESSAM, CONSEGUEM DESESTRUTURAR A CONCENTRAÇÃO NECESSÁRIA DOS OUTROS COLEGAS E DESESTABILIZAR A PLANEJADA ATENÇÃO DOS DOCENTES PARA O ESPECÍFICO FAZER E ACONTECER DA AULA; ALÉM DE GRAVAÇÕES, ESSES ESTUDANTES USAM SEUS EQUIPAMENTOS PARA OUVIR MÚSICA, ÀS VEZES, SEM OS FONES DE OUVIDO, E, AINDA, PARA MANDAR MENSAGENS OU MESMO BRINCAR COM JOGOS E FAZER LIGAÇÕES, DESRESPEITANDO TOTALMENTE OS PROFISSIONAIS E AS NORMAS INTERNAS DA ESCOLA. TAMBÉM SÃO EVIDENTES AS BRINCADEIRAS PROVOCATIVAS E DESRESPEITOSAS DE ALGUNS ESTUDANTES, OCASIONANDO POSSÍVEIS CONFLITOS ENTRE ELES PRÓPRIOS E, CONSEQUENTEMENTE, COM AQUELE OU AQUELA PROFISSIONAL QUE ESTEJA NA SALA DE AULA. ISSO TUDO ACONTECE NUM LUGAR ONDE SE ESPERA A ACOMODAÇÃO DE PESSOAS PARA UM BEM MAIOR: A EDUCAÇÃO.
ALGUMAS INDAGAÇÕES AINDA SÃO VÁLIDAS, APESAR DA OBVIEDADE QUE TRAZEM EM SI. POR EXEMPLO: SERÁ QUE MENINOS E MENINAS NÃO PRECISAM DE LIMITES, REGRAS DISCIPLINARES PARA SEUS COMPORTAMENTOS ADVERSOS NA ESCOLA? NORMAS E REGRAS JÁ ESTÃO CADUCAS DEMAIS, POR ISSO NÃO SÃO MAIS NECESSÁRIAS PARA O BEM ESTAR SOCIAL? AS FAMÍLIAS ATUAM EM CONJUNTO COM A ESCOLA NA PREPARAÇÃO EDUCACIONAL DOS SEUS FILHOS E FILHAS? AINDA É PRECISO O RESPEITO AOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO? A EDUCAÇÃO ESCOLAR PERDEU SUA ABRANGÊNCIA E IMPORTÂNCIA NA FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO? AS PESSOAS QUE TRABALHAM COM A EDUCAÇÃO NÃO SÃO VISTAS COMO SERES HUMANOS? PROFESSORES E PROFESSORAS DEVEM SE CALAR AO OUVIREM PALAVRÕES OU QUALQUER OUTRA PALAVRA INDESEJÁVEL EM SALA DE AULA? AS AÇÕES DESSES PROFISSIONAIS ESTÃO LIMITADAS ÀS SUAS METODOLOGIAS ESPECÍFICAS DE CONTEÚDO? OS ESTUDANTES DESEJAM APRENDER OS CONHECIMENTOS MAIS TOTAIS OU SOMENTE RESOLVER PEQUENAS CONTAS E LER E ESCREVER MÍNIMOS TEXTOS? ENFIM, PERGUNTAS QUE PRECISAM DE EFETIVAS RESPOSTAS, QUE IMPLORAM REFLEXÕES E AÇÕES CONSTANTES SOBRE AS FUNÇÕES SOCIAIS, POLÍTICAS E CULTURAIS DESSE PROCESSO INSTITUÍDO DE ENSINO E APRENDIZAGEM.
AS LEIS PROTEGEM OS ESTUDANTES MENORES DE IDADE, CONDIZEM COM SEUS STATUS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES QUE SÃO, MAS CONDUZEM SUAS AÇÕES, CONSIDERADAS IMATURAS, AOS DESREGRAMENTOS GERAIS E IMPULSIONAM-NOS ÀS ILIMITADAS CIRCUNSTÂNCIAS DE DESEQUILÍBRIOS E DESRESPEITOS; NÃO SÓ PORQUE OS EXIMEM DE RESPONSABILIDADES MAIS PESADAS PELOS SEUS ATOS, QUE, EM SUA MAIORIA, SOFREM PENAS BRANDÍSSIMAS, MAS PORQUE OS LEVAM A TOMAREM CONSCIÊNCIA PRÉVIA, POR ASSIM DIZER, DE QUE SUAS ATITUDES ESTARÃO “NAS MÃOS DOS MAIS VELHOS”, CONDICIONADAS AO QUE ESTES DISSEREM E FIZEREM SOBRE ELES (JOVENS), E SOB A BATUTA DE OUTROS (AUTORIDADES), QUE AGEM DE ACORDO A ESSAS LEIS PRECISAS OU, NA MENOR DAS HIPÓTESES, RECHEADAS DE BRECHAS A FAVOR DOS MENORES QUE INFRIJAM ALGUMA NORMA NO INTERIOR DA SALA DE AULA OU DENTRO DA ESCOLA. AO MESMO TEMPO, OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO SENTEM-SE LIMITADOS E, DE CERTA FORMA, DESPROTEGIDOS EM TAIS CONDIÇÕES DE TRABALHO, POIS ESSE CONTEXTO ATUAL MAIS DESCONSTRÓI ÀQUELA MARGEM DE SEGURANÇA E DE VALOR QUE TINHAM AS FIGURAS DOS PROFESSORES E PROFESSORAS. AGORA, RESTA ESPERAR POR ALGUMA MUDANÇA SOCIAL E POLÍTICA, TAMBÉM CULTURAL, QUE PRESERVE ALGUM POSSÍVEL ENCANTO CONTIDO NAS TRAMAS E RELAÇÕES EDUCACIONAIS PRESENTES NA ESCOLA; PORQUE EDUCADORES E EDUCADORAS CONTINUAM CADA VEZ MAIS REPRIMIDOS PELOS PÉSSIMOS COMPORTAMENTOS DE MENORES QUE ATUAM AGRESSIVAMENTE, DESMORALIZADOS PELAS CONJUNTURAS QUE PARECEM APENAS PROIBIR QUALQUER ATUAÇÃO QUE RESTRINJA, CONTRADITORIAMENTE, AS DESENFREADAS AÇÕES DE ESTUDANTES
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(Lionardo Bispo)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


TODOS NÓS TEMOS QUE CUIDAR DA SAÚDE!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Christian, filhão




















Este é Marlon, meu filhão do coração! Sua existência é fundamento da minha vida, amor de sempre e multiplos carinhos. Seu choro é som de primeira, amo meu filho com todo fervor!!!! Reativo este blog em função dele.

Crianças elaboradas

O trabalho da educação é complexo. O impregnismo da cor, da raça, afunda nossos reflexos e reflexões em tentativas que parecem em vão; a educação começa em casa, nas ruas e televisões, nas brincadeiras e apelidos. Retorno com essa questão do negativismo da cor da pele! As indagações são diversas diante das perversas atitudes do bem e do mal, das mesmices em afirmar coisas absurdas. Educação e realidade, eis a grande dificuldade geral.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

NADA ERA NADA MESMO


O Nada é um tipo de ideia da consciência, um vazio que faz o ser fugir, escapar de si mesmo em busca de algo para preencher-se?! Ou o Nada significa o vazio que há fora da gente, independente de pensamento ou ideia?! As coisas concretas são imagens que habitam nosso pensamento, como ideias, fazendo movimentos constantes para existirmos, sermos humanos estando na realidade que nos cerca! O poeta João Cabral de Mello Neto escreveu " Os vazios do homem, ainda que sintam a uma plenitude .....contêm nadas, contêm apenas vazios: (...)os vazios do homem ou o vazio inchado: ou o vazio que inchou por estar vazio"!
Escrever preenche esse vazio, um nada pertencente à natureza do ser existente; um "vazio inchado" pelo nada que é a consciência, que pesa por querer estar em movimento de ideias! A Liberdade do ser empurra à ação de idealizar frases, um paradoxo do ser humano; esta condição humana antagoniza com o ser das coisas materiais, pois realizar a escrita é expressar a imaterialidade do pensar, que se faz real por estar delineada em letras na tela (ou papel).
Pensar as palavras deixadas pelos pensadores ajuda muito; o filósofo Montaigne escreveu em seu ensaio "Filosofar é aprender a morrer": "Qualquer que seja a duração de nossa vida, ela é completa. Sua utilidade não reside na quantidade de duração e sim no emprego que lhe dais. Há quem viveu muito e não viveu. Meditai sobre isso enquanto o podeis fazer, pois depende de vós, e não do número de anos, terdes vivido bastante"! Pois é, a ação de viver depende de como agimos para fazer-se presente, a morte sempre espreita como um nada a visitar o real e esvaziar tudo.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

TUDO SENTIMENTALISMO


Solidariedade e fraternidade são palavras repetidas no fim de qualquer ano, junto com a esperança e o amor, formam frases bonitas e bem aceitas por todos, numa massificação de sentimentos; artificializando os comportamentos momentaneamente. Depois, em relances da vida, voltam os repetidos desfavores, arrogâncias, violências verbais e físicas, voltam as deselegâncias da péssima educação no trânsito; nas filas de bancos e supermercados reaparecem os desrespeitos aos idosos, grávidas e deficientes físicos, e todos nós, de um modo geral, calamos e silenciamos. Como se o ser humano fosse máquina automatizada, que funciona de acordo às necessidades repentinas e passageiras. E por aí vai...

É preciso mais reflexões, mais idéias de mudança e, principalmente, atitudes. Agir mais em direção de uma possível transformação, mais próxima e real; deixar sentimentalismos fajutos e pensar com ação (em ação!). Chega de esmolas sentimentais, de sentir peninha, chega de contribuir com choros e nada mais. Melhor agir de fato, produzindo de verdade ações constantes todos os dias do ano (ou seja lá como se queira denominar o tempo)!

Tomara que esse pequeno texto, neste pouco espaço, em tão raro tempo, não seja mais um sentimentalismo barato do "Quanto vale ou é por quilo?"; tomara que não!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Quadrinhos:ler/pensar

COMO SEMPRE MAFALDA (clique para ler melhor)














quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Mafalda(s)!!!!




Figuras reluzentes!



essas mafaldas!!!



INTELIGENTES!




Sorridentes!







Mafalda
A menina mais crítica dos quadrinhos teria hoje 40 anos se não tivesse sido aposentada aos oito anos por seu criador. É que Quino a fez envelhecer em tempo real (durante os anos em que a publicou).
Mafalda tinha um espírito crítico e uma sagacidade típica das crianças de raciocínio rápido. Possuía um globo (o mundo) doente em casa e ouvia sempre o noticiário do jornal tendo uma excelente tirada para cada nova notícia. Muitos anos antes do jargão de Garfield sobre as segundas-feiras, Mafalda já odiava sopa. Na música, porém, era apaixonada pelos Beatles. Tinha um irmão inocente a quem apresentava o mundo aos poucos, o pequeno Guille. Três colegas e amigos de escola: Suzanita (uma conservadora de classe média, cuja principal preocupação era casamento e filhos); o neurótico Filipo, cuja angústia paralisava seus sentidos (e refugiava-se nas fantasias do seu herói Cavaleiro Solitário); Manolito (filho do rude dono do mercado, com quem aprendia a tamancadas os duros valores capitalistas). Conheceu seu grande parceiro e alma gêmea durante umas férias na praia: Miguelito. Talvez tenha se casado com ele… Se bem que não consigo pensar na Mafalda casando. Talvez esteja amancebada, quem sabe? Difícil saber, já que seu criador, como disse, se nega a dar-nos notícias dela desde 1973. Quino, na verdade, tem um certo mal-estar com a ênfase que a personagem tem até hoje no mundo e que obscurece a longa produção de cartuns feita por ele desde então. Apesar da atualidade inegável da jovem Mafalda, ainda assim é preciso reconhecer que Quino continua produzindo de modo genial seus cartuns. Verdadeiras obras-primas da crítica ao homem moderno (ou será pós-moderno?).

domingo, 21 de dezembro de 2008

POEMA /IMAGEM


Narciso e Narciso

Se Narciso se encontra com Narciso
e um deles finge
que ao outro admira
(para sentir-se admirado),
o outro
pela mesma razão finge também
e ambos acreditam na mentira.
Para Narciso
o olhar do outro, a voz do outro,
o corpo é sempre o espelho
em que ele a própria imagem mira.
E se o outro é como ele
outro Narciso,
é espelho contra espelho:
o olhar que mira
reflete o que admira
num jogo multiplicado em que a mentira
de Narciso a Narciso
inventa o paraíso.
E se amam mentindo
no fingimento que é necessidade
e assim
mais verdadeiro que a verdade.
Mas exige, o amor fingido,
ser sincero
o amor que como ele é fingimento.
E fingem mais os dois
com o mesmo esmero
com mais e mais cuidado
- e a mentira se torna desespero.
Assim amam-se agora
se odiando.
O espelho embaciado,
já Narciso em Narciso não se mira:
se torturam
se ferem
não se largam
que o inferno de Narciso
é ver que o admiravam de mentira.
(Poema de Ferreira Gullar).